Jinichi Kawakami, considerado último autêntico ninja: "A arte do Ninjútsu não tem lugar na era moderna"
Descendente do clã Ban, com mais de 500 anos, Jinichi Kawakami, 67 anos, nascido em Uryu, Hokkaido, Japão, afirma que os ninjas não se encaixam em tempos como os atuais.
Ele prefere não reivindicar o título de último ninja, mas por ter sido o último homem a receber severo treinamento de autênticos mestres de clã com tanto tempo de existência, torna-se uma convenção considerá-lo como tal.
Segundo ele, começou a treinar ninjútsu aos seis anos de idade. Seu mestre Masazo Ishida o mantinha numa rotina de treinamento pesado, incluindo suportar condições extremas de calor e frio - assim como dor e fome. Para melhorar a concentração, ele era obrigado a olhar para o pavio de uma vela em chamas por um longo tempo até ter a sensação de penetrá-la.
O treinamento era composto também de atividades sobre manipulação de produtos químicos - certamente para fazer armas explosivas - venenos e outros apetrechos. Também pulava de grandes alturas sem se machucar. Para treinar a audição e percepção ouvia o barulho de agulha caindo no chão, além de estudar psicologia.
Ninjútsu
O termo ninja começou a se popularizar a partir dos anos 70/80 através do cinema, que trazia personagens caricatos, todo coberto de preto e jogando estrelinhas. Mas o seu significado vai muito além disso.
Sua origem remonta à era feudal japonesa, aproximadamente no século VI, que foi um período de intensas batalhas. Nesse cenário nascia o ninjútso, com o intuito de se defender do mal, proteger a família e escapar de diversos ataques. Em períodos como a segunda guerra mundial, técnicas ninja como sabotagem, envenenamento e bombas caseiras, foram ensinadas no centro de treinamento militar japonês Nakano e usadas para combater o inimigo, eram ninjas que começaram a trabalhar como mercenários para o governo japonês.
Em entrevista à BBC News, afirmou que na história da humanidade durante as guerras ou durante o período do Edo, as habilidades ninjas foram muito úteis para confeccionar venenos, sabotar e matar; mas com o avanço tecnológico, internet e medicamentos a arte foi perdendo espaço na era moderna.
Ele prefere não reivindicar o título de último ninja, mas por ter sido o último homem a receber severo treinamento de autênticos mestres de clã com tanto tempo de existência, torna-se uma convenção considerá-lo como tal.
Segundo ele, começou a treinar ninjútsu aos seis anos de idade. Seu mestre Masazo Ishida o mantinha numa rotina de treinamento pesado, incluindo suportar condições extremas de calor e frio - assim como dor e fome. Para melhorar a concentração, ele era obrigado a olhar para o pavio de uma vela em chamas por um longo tempo até ter a sensação de penetrá-la.
O treinamento era composto também de atividades sobre manipulação de produtos químicos - certamente para fazer armas explosivas - venenos e outros apetrechos. Também pulava de grandes alturas sem se machucar. Para treinar a audição e percepção ouvia o barulho de agulha caindo no chão, além de estudar psicologia.
Ninjútsu
O termo ninja começou a se popularizar a partir dos anos 70/80 através do cinema, que trazia personagens caricatos, todo coberto de preto e jogando estrelinhas. Mas o seu significado vai muito além disso.
Sua origem remonta à era feudal japonesa, aproximadamente no século VI, que foi um período de intensas batalhas. Nesse cenário nascia o ninjútso, com o intuito de se defender do mal, proteger a família e escapar de diversos ataques. Em períodos como a segunda guerra mundial, técnicas ninja como sabotagem, envenenamento e bombas caseiras, foram ensinadas no centro de treinamento militar japonês Nakano e usadas para combater o inimigo, eram ninjas que começaram a trabalhar como mercenários para o governo japonês.
Hoje o ninjútsu é treinado no mundo inteiro e aplicado como defesa pessoal por cidadãos e tropas militares. Além de movimentos confronto são usadas armas e qualquer objeto que possibilite sua defesa como guarda-chuva, cabo de vassoura, barbante; até mesmo os movimentos do oponente podem ser usados como arma.
Talvez o senhor Kawakami tenha exagerado um pouco e esteja com saudosismo, mas, se isso ocorrer vamos perder grande parte de uma riqueza cultural secular.
Talvez o senhor Kawakami tenha exagerado um pouco e esteja com saudosismo, mas, se isso ocorrer vamos perder grande parte de uma riqueza cultural secular.
Com informações: BBC News



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